Vamos pensar o futuro? Especial Connecting Minds ✨
Ronda da Semana: uma curadoria de reflexões e boas leituras
Para pensar…
A sensação de que a vida está acelerada demais não é nova. Mas, o que talvez esteja mudando seja a forma como a gente responde a isso. Entre a inteligência artificial, o luxo que tenta crescer além do valor e carreiras que já não seguem roteiros tão previsíveis, aparece um ponto em comum: a ideia de que nem tudo foi feito para escalar do jeito que estamos tentando e a dificuldade de sustentar, no longo prazo, modelos pensados para expansão constante.
O Connecting Minds nasce desse tipo de inquietação, é um espaço para organizar essas perguntas com mais profundidade, conectando sinais que, isolados, parecem dispersos, mas juntos começam a desenhar um cenário mais claro. Esta Ronda costura alguns assuntos que abordaremos no estudo, que já está com as inscrições abertas no link da bio do iLove.e.
Vamos junto(a)s?
por @oliviaanicoletti
Para ler com calma
Nesta edição, reunimos leituras que mergulham nos temas que abordaremos no Connecting Minds
Precisamos ser humanos
“Você pode até delegar a escrita, mas não dá para delegar a vida que sustenta o que é dito”, é uma das frases que ficam com a gente depois de ler este texto da After Babel. Sim, a inteligência artificial está mudando as nossas vidas. Mas, há uma limitação estrutural que a gente tende a esquecer. Ela não parte do mundo, mas do que já foi dito sobre o mundo. A IA consegue recombinar ideias, estilos, opiniões e, inclusive, soar convincente, mas tudo o que ela produz vem de um repertório que não é vivido, só processado. E isso coloca em cheque o que entendemos como diferencial. Porque, se qualquer linguagem pode ser imitada, o que sobra não está mais na forma, mas na origem. Naquilo que não pode ser replicado tão facilmente: experiência, contexto, contradição, risco.
Em um ambiente saturado de produção, o que ganha valor não é quem fala melhor, mas quem tem algo que só poderia ter vindo de uma vivência específica. Ser humano deixa de ser um dado óbvio e passa a ser, de novo, um critério.
O luxo está mudando
Nos últimos anos, subir o preço de um produto virou um atalho para gerar desejo: quanto mais caro, mais distante e, logo, mais aspiracional. Só que essa lógica começou a esvaziar o que sustentava o próprio valor do produto, uma vez que o luxo não está relacionado apenas à inacessibilidade financeira, mas a contexto, origem, processo. Quando o crescimento vira prioridade — mais lojas, produtos, coleções por ano — esse código começa a se diluir.
O texto da news Andjelica aponta justamente para esse erro de percurso: ao adotar uma escala mais próxima da moda, baseada em volume e novidade constante, muitas marcas passaram a operar contra a própria definição de luxo. E aí o desejo começa a migrar: sai do que está exposto e vai para o que não aparece de imediato, o que exige um certo repertório para identificar.
No fundo, é uma questão de estrutura. A moda precisa, sim, crescer o tempo todo, mas o luxo não necessariamente. Ele depende de tempo e de uma escassez que não dá para fabricar em escala industrial.
Mudar de rota
A ansiedade de meio de carreira está longe de ser um colapso individual. O texto da Forbes parte de um ponto interessante: o que muitas mulheres millennials estão vivendo agora não é exatamente burnout, mas um ajuste de rota. Na prática, isso aparece como uma pergunta difícil de ignorar: vale a pena continuar jogando um jogo que já não responde da mesma forma? Especialmente quando esforço e resultado deixam de caminhar juntos, seja por instabilidade econômica, seja por barreiras estruturais que ainda atravessam a trajetória feminina no trabalho.
Há também um certo desconforto nesse meio do caminho. Porque mudar de direção, depois de anos investindo em uma trajetória, pode ser desestabilizador não só financeiramente, mas simbolicamente. É um movimento que exige abrir mão de certezas que levaram tempo para serem construídas. O ponto mais interessante do texto da Forbes é que a ansiedade, aqui, aparece como sintoma de lucidez. Um sinal de que algo na forma como o trabalho foi estruturado já não se sustenta da mesma maneira. E, diante disso, insistir pode ser mais arriscado do que mudar.
Cool drops
Não podemos deixar de falar sobre…
Estamos sonhando com
Com spoiler
CONNECTING MINDS 2026
Um estudo de cultura contemporânea para quem quer entender — e não só acompanhar — as transformações do nosso tempo.
Do impacto da inteligência artificial às novas lógicas de trabalho, das mudanças no consumo às tensões sociais que atravessam o presente, reunimos sinais que ajudam a tomar decisões com mais contexto.
14/04 — 19h30 às 21h30
15/04 — 12h30 às 14h30
Dois encontros online ao vivo, com análise, troca e aprofundamento.
Para mais informações e se inscrever,
As imagens que ilustram esta edição são da artista Catalina The Great










Muito especial! 💙